13.8.08

demonha

Como todo americano que deu certo - embora não haja americano que não o tenha feito; se há, é porque não o fez ainda -, Condoleezza Rice foi uma universitária brilhante, uma concorrida especialista em gestão estratégica e uma adepta do bom-mocismo cultural. Foi a atuação no conselho administrativo da Sinfônica de San Francisco, ao qual prestou seu talento na era Blomstedt, que introduziu Condoleezza à família Bush, para quem se tornou, desde o fim dos eighties, uma amiga maravilhosa, conselheira, garantia de paz.

Condoleezza Rice deu certo porque se interessou pela causa negra que vale a pena: o petróleo, aquele tema vez ou outra chamado, no jargão político, de 'relações internacionais'. Basta reparar na sua obsessão pelo Oriente Médio ou pelo antigo território soviético, sobre o qual sabe muito mais do que os marxistas jamais ousaram saber. Deve ser por isso que a mesma Condoleezza que em 2003 tentou convencer o mundo de que a invasão do Iraque era outra coisa além de um saque mineral é quem se acha agora no direito de dizer que a Rússia não pode resolver, de modo olímpico, oportuno e razoavelmente higiênico, uma questão de vizinhança com a Geórgia.

Não é nada fácil reconhecer que, tendo George W. Bush as capacidades cognitivas que tem, os últimos oito anos da política internacional se devam quase exclusivamente a uma figura a quem seria incorreto odiar. Mas alguém ainda lembra que Condoleezza Rice, além de mulher, negra e aspirante a camerista, é a primeira solteirona a ocupar o cargo de Secretária de Estado do império?


2 comentários:

palácios disse...

e a semelhança física com a cantora marina lima só vem adicionar lenha à fogueira desta grande dúvida.

Anônimo disse...

negra, mulher, camerista, solteira, gritando "uhul!" na primeira fila do da Ana Carolina.

podia ser pior. ela podia estar com um quipá na torcida do américa. pense nisso.