Condoleezza Rice deu certo porque se interessou pela causa negra que vale a pena: o petróleo, aquele tema vez ou outra chamado, no jargão político, de 'relações internacionais'. Basta reparar na sua obsessão pelo Oriente Médio ou pelo antigo território soviético, sobre o qual sabe muito mais do que os marxistas jamais ousaram saber. Deve ser por isso que a mesma Condoleezza que em 2003 tentou convencer o mundo de que a invasão do Iraque era outra coisa além de um saque mineral é quem se acha agora no direito de dizer que a Rússia não pode resolver, de modo olímpico, oportuno e razoavelmente higiênico, uma questão de vizinhança com a Geórgia.
Não é nada fácil reconhecer que, tendo George W. Bush as capacidades cognitivas que tem, os últimos oito anos da política internacional se devam quase exclusivamente a uma figura a quem seria incorreto odiar. Mas alguém ainda lembra que Condoleezza Rice, além de mulher, negra e aspirante a camerista, é a primeira solteirona a ocupar o cargo de Secretária de Estado do império?
2 comentários:
e a semelhança física com a cantora marina lima só vem adicionar lenha à fogueira desta grande dúvida.
negra, mulher, camerista, solteira, gritando "uhul!" na primeira fila do da Ana Carolina.
podia ser pior. ela podia estar com um quipá na torcida do américa. pense nisso.
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