24.1.07

ame-o e deixe-o ir aonde quiser

não te equivoques, nathanael, ante o título brutal que me agradou dar a este livro. nele me pus sem arrebiques nem pudor; e se nele falo por vezes de lugares que não vi, de perfumes que não cheirei, de ações que não cometi – ou de ti, nathanael, que ainda não encontrei – não é por hipocrisia, e essas coisas não são mais mentirosas do que este nome que te dou, nathanael que me lerás, ignorando o teu, ainda por surgir.

quando me tiveres lido, joga fora este livro – e sai.

sai do que quer que seja e de onde seja, de tua cidade, de tua família, de teu quarto, de teu pensamento. que meu livro te ensine a te interessares mais por ti do que por ele próprio – depois por tudo o mais – mais do que por ti.

andré gide em “os frutos da terra” . paris, 1927 .


. . . . .

para nathanael, com devoção.

2 comentários:

symon days disse...

Santíssimo Poder Transformador Batman !!!
Oxalá Tsunâmico !!!

beijo

Anônimo disse...

tea with me!