23.2.07

detached house

aquele pedaço mal contado – não contado – finge que é reserva, mas no fundo é medo. medo de quem fica nu pela primeira vez aos olhos de alguém. e a atenção se esgota em esconder as marcas de acne e catapora que ninguém mais enxerga, mas que estão lá pra dizer que alguma coisa te condena. o tempo se consome disfarçando a pouca metafísica do corpo enquanto o latim se vai, pra enrolar o freguês da vez. coça-se o queixo, arrisca-se uma polêmica, o teatro toma conta do jardim.

2 comentários:

Anônimo disse...

2015: por um mundo melhor para Joana!

Anônimo disse...

Leandro, num domingo de tédio - como são os domingos, ao menos os meus domingos - recebo um amigo portando um cd cheio de poesias numa voz grave e direta; suas poesias Leandro.
Fiquei encantado com aquilo tudo e, como não é costume meu, resolvi escrever para agradecer diretamente à gênesis da obra; você.

Muito obrigado, poeta!

Um abraço.